terça-feira, 29 de maio de 2012

PROGRAMA CALEIDOSCÓPIO

No dia 21 de maio participei do Programa Caleidoscópio na TV HORIZONTE. O tema do programa foi muito interessante "FILHO DE PEIXE, PEIXINHO É", onde abordamos a influência dos pais nas escolhas profissionais dos filhos.

Confiram as fotos, em breve postarei o vídeo:





domingo, 29 de abril de 2012

O amor e seus desafios




O desafio do amor: Aceitar o outro com ele é (e não como eu gostaria que ele fosse).



“A emoção fundamental que torna possível a história da hominização é o amor... Não estou falando com base no cristianismo... O amor é a emoção que constitui o domínio de condutas em que se dá a operacionalidade da aceitação do outro como legítimo outro na convivência, e é esse modo de convivência que conotamos quando falamos do social. 
Por isso, digo que o amor é a emoção que funda o social. Sem a aceitação do outro na convivência, não há fenômeno social.  Em outras palavras, digo que só são sociais as relações que se fundam na aceitação do outro como um legítimo outro na convivência, e que tal aceitação é o que constitui uma conduta de respeito. Sem uma história de interações suficientemente recorrentes, envolventes e amplas, em que haja aceitação mútua num espaço aberto às coordenações de ações, não podemos esperar que surja a linguagem. Se não há interações na aceitação mútua, produz-se a separação ou a destruição. Em outras palavras, se há na história dos seres vivos algo que não pode surgir na competição, isso é a linguagem”
Maturana (1998)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Quem é o seu amante?


Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm e as que tinham e perderam.
Geralmente, são essas últimas que vêm ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam:
“Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas”?!

Pausa para reflexão...




"Mas só existe um jeito de dar ao outro aquilo que é carne da gente: falando". Rubens Alves


Falar é ato de entrega, doação, cumplicidade, produz confiança, amor, cura feridas, constrói relacionamentos, destrói fantasmas... precisamos falar... falar...!


Abraços a todos!

sábado, 28 de janeiro de 2012

O que quer uma mulher?





O que quer uma mulher? Pergunta Freud, no auge de seus estudos sobre a feminilidade, no entanto, muito tempo se passou após está indagação dirigida pelo pai da Psicanálise a Maria Bonaparte, e muito pouco foi descoberto a fim de desvendar tal mistério. Definitivamente, vou me apartar, ainda que brevemente, dos postulados científicos, das teorias machistas e dos discursos teóricos dominantes e abrirei umas aspas para lhes dizer o que de fato queremos, prezados homens!


Chega de dizer que somos castradas, isso todas nós já sabemos, é óbvio que estamos cientes de nossa falta e de nossos buracos, sabemos que nunca seremos completas por elementos desta cultura, já está claro que a completude transcende à nossa espécie. Para que tanta ladainha sobre o fato de sermos o sexo frágil, afinal, quem disse que fragilidade é defeito, não viemos estragadas de fábrica.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Orientação Profissional

Conheça o nosso trabalho de Orientação Profissional.

O FUTURO começa com as escolhas de HOJE!

ESSA TAL SAUDADE


Como já dizia um antigo professor em Gestalt Terapia na época de minha graduação em Psicologia: Saudade é gestalt interrompida. A falta de alguém que nos é caro causa buracos em nossa existência nos colocando diante da dor inexorável do inacabado. A saudade nos revela que existe algo deixado pela presença que apenas a ausência é capaz de reconhecer.

Mas o que será que perdemos quando nos separamos do outro? Questiona a psicóloga Paula Mantovan. Acredito que perdemos uma parte de nós mesmos, uma vez que é no contato com o outro que circula o oxigênio da vida, não é em vão que dizemos que este outro é o espelho que nos permite enxergar que existe vida pulsando em nós, o olhar do outro é a lente que nos possibilita ver quem somos. Este outro que se apresenta em todos os momentos como nossa salvação e a nossa perdição, salvação ao nos possibilitar a ilusão de completude nos “salvando” de nossa solidão, perdição ao nos revelar que toda presença é estilhaçada por meio da convicção que não importa quantas presenças existam em nossa vida, estamos sós diante de nossa experiência.
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